Líquen: saiba o que é e como tratar

Você tem reparado que as suas unhas andam muito finas, quebradiças ou não crescem mais? Além disso, notou manchas ou coloração diferente do normal? Esses são apenas alguns dos sintomas que podem indicar o líquen, doença que prejudica a saúde das unhas e causa graves danos à estética.

As unhas exercem funções além da estética no corpo, como a proteção dos dedos dos pés e mãos contra traumas e choques, por exemplo. O seu formato, coloração e textura são capazes de indicar doenças. 

Se suas unhas apresentam alterações é preciso consultar um dermatologista e investigar sua saúde geral. Saiba mais sobre o líquen e tire suas principais dúvidas. Boa leitura!

O que é Líquen?

O líquen plano ungueal (LPU) é uma doença inflamatória e de causa desconhecida, no entanto, evidências sugerem que seja autoimune, ou seja, surge por um distúrbio do sistema imunológico que ataca e destrói tecidos saudáveis por engano.

A condição provoca alterações na raiz da unha (matriz), no leito ungueal (região abaixo da unha) e na região periungueal (ao redor da unha).

Essas modificações podem atrapalhar a vida de quem sofre com essa condição. Por exemplo, o líquen pode dificultar atividades manuais, contribuir para que as unhas enrosquem nas roupas, ter o aspecto cosmético desagradável, além de levar a graves danos da unidade ungueal sem tratamento adequado.

As unhas das mãos costumam ser mais acometidas que as dos pés. A condição pode apresentar uma evolução variável dependendo do diagnóstico.

Quais são os sintomas?

As características físicas dependem do local acometido pelo líquen.

  • Matriz ungueal: é porção proximal da unha que cresce embaixo da pele. Caracteriza-se pela redução da placa ungueal, estrias na superfície e fenda distal. Esse problema evolui para a fragmentação da placa ungueal e fenda longitudinal. Pode apresentar vermelhidão na região lúnula (meia lua da unha que se localiza na base), manchas brancas, pittings (depressões puntiformes na superfície da placa ungueal), unha rugosa e deslocamento da unha na região da cutícula;
  • Leito ungueal: deslocamento, pontos hemorrágicos, alteração da cor (marrom, vermelho, negras ou esverdeadas) e ceratose por baixo das unhas.
  • Matriz e leito ungueal: simultaneamente podem apresentar cicatrizes ungueais, atrofia da unidade ungueal, ou seja, a unha não se forma, estrias na superfície da unha convergindo ao centro da unidade ungueal e em alguns casos, inflamação ao redor da unha.

Líquen

É possível prevenir?

Existem alguns fatores de risco para o surgimento da doença, como exposição a metais pesados, histórico de hepatite, ansiedade e depressão.

Não há como prevenir o líquen, entretanto, o diagnóstico precoce é essencial para tratar a doença no seu estágio inicial. Portanto, ao notar alterações nas unhas, sinais inflamatórios, sensibilidade, entre outras modificações fora do comum, procure ajuda de um médico dermatologista.

O líquen tende a recorrer após suspensão do tratamento, por isso, é essencial continuar o acompanhamento com o dermatologista após remissão. 

Como tratar?

Sem tratamento adequado, a doença pode resultar na perda da placa ungueal e na onicodistrofia (malformação) permanente até a perda completa da unha. 

O tratamento preconizado é feito com corticóides, podendo ser local, intralesional e até mesmo oral. Outras opções são a acitretina que vem demonstrando bons resultados e a terapia alternativa com o tacrolimus, que também vem apresentando excelentes resultados no tratamento do LPU.

Vale ressaltar que os casos e tratamentos são individualizados, somente perante avaliação o médico poderá indicar o tratamento ideal.

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